Quando estudamos a história do Apóstolo Paulo, uma expressão se destaca em seus escritos: "Prisioneiro de Cristo". Essa frase profunda revela o nível de entrega de um dos maiores servos que Deus já teve na terra.
Neste artigo, vamos nos aprofundar nessa afirmação e aprender sobre a submissão que agrada a Deus.
"Paulo, prisioneiro de Jesus Cristo, e o irmão Timóteo, ao amado Filemom, nosso cooperador..." (Filemom 1:1)
A Missão por trás das Grades
Muitas das cartas de Paulo foram direcionadas às diversas igrejas que surgiram através de seu trabalho evangelístico e discipulador. O objetivo era claro: animar, exortar e ensinar os fiéis a servirem a Deus.
Ao se apresentar como um "servo prisioneiro", Paulo não falava apenas de sua condição física. Suas palavras revelavam sua dedicação total em cumprir o chamado que recebeu.
O que define um prisioneiro?
De forma geral, um prisioneiro é alguém impedido de sua liberdade, tendo que seguir ordens rígidas e obrigações. No caso de Paulo, a prisão era dupla:
Prisão Física: Ele foi preso diversas vezes por pregar o Evangelho.
Prisão Espiritual: Um "aprisionamento" voluntário ao seu chamado inegável.
Ser um verdadeiro servo de Deus significa abrir mão da "liberdade" que o mundo prega para viver a vontade do Pai. É uma entrega por inteiro: corpo, alma e espírito.
Os Três Pilares da Entrega Total
Corpo (Entrega Física): O corpo que antes era usado para o mundo (vícios e práticas pecaminosas) passa a ser um instrumento para realizar a obra de Deus. É o uso da força física para evangelizar, auxiliar e servir.
Alma (Desejos e Emoções): As ambições mundanas dão lugar aos desejos de Deus. A maior prioridade da alma passa a ser ganhar outras almas para o Reino.
Espírito (A Mente): É a entrega da mente e dos pensamentos. Viver com o foco nas "coisas do alto", longe das distrações terrenas.
"Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra; porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus." (Colossenses 3:1-3)
De Perseguidor a Prisioneiro do Amor
Antes de seu encontro com Jesus, Paulo era um homem implacável, chegando a matar aqueles que considerava infiéis. No entanto, após Damasco, tudo mudou:
O perseguidor tornou-se perseguido.
Aquele que prendia foi preso.
Aquele que odiava tornou-se odiado por amor à causa de Cristo.
Para o prisioneiro de Cristo, não importa a posição social ou a aprovação das pessoas. A única preocupação real é agradar ao seu Senhor, Jesus Cristo.
Conclusão: A quem você serve?
Se você deseja seguir o exemplo de Paulo, é necessário rever a sua entrega. Todos somos "escravos" de algo: alguns são do vício, outros do dinheiro ou dos sentimentos.
Mas o escravo de Cristo tem uma marca diferente:
Ele sente a "obrigação" amorosa de glorificar a Deus.
O "Ide" não é mais uma opção, mas um propósito de vida.
O desânimo, a dúvida e o medo são superados pela fé.
O objetivo maior de quem se faz prisioneiro de Jesus é chegar ao fim da jornada e poder dizer com convicção:
"Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé." (2 Timóteo 4:7)
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